Mitos e realidades da raiva em cachorros
Existem dúvidas, e até medo, sobre a raiva em cachorros. Neste artigo, PURINA® esclarece os principais mitos e explica, de forma simples, o que realmente é essa doença, como ela se manifesta e por que a prevenção é tão importante.
A raiva canina é causada pelo vírus Lyssavirus e, na maioria dos casos, é fatal, pois atinge diretamente o sistema nervoso central (SNC). Trata-se de uma doença extremamente perigosa tanto para os animais quanto para os seres humanos, já que é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida de animais para pessoas.
Há milhares de anos a raiva representa um sério risco à saúde pública e ao bem-estar animal. Embora esteja controlada em regiões como Europa Ocidental, América do Norte, Japão, Coreia do Sul e partes da América Latina, a doença ainda é amplamente presente em países da Ásia e da África.
Nos cães, a infecção ocorre principalmente pelo contato da saliva de um animal infectado com mucosas ou feridas na pele, geralmente por mordidas ou arranhões. Os cães podem carregar o vírus e desenvolver a doença, por isso a vacinação contra a raiva é a forma mais eficaz de prevenção.
Na prática, um cachorro só corre risco real de infecção se não estiver vacinado e tiver sido mordido ou arranhado por um mamífero contaminado. Por isso, manter o esquema vacinal do seu pet em dia é um dos maiores atos de cuidado e responsabilidade, protegendo não apenas o seu cão, mas também você e sua família.
Como saber se um cachorro está com raiva?
Assim como nos humanos, os sintomas da raiva em cachorros são provocados por uma inflamação aguda e intensa no cérebro. A doença costuma evoluir em três fases, mas muitos tutores não conseguem identificar os sinais iniciais.
Os sintomas surgem devido ao comprometimento do sistema nervoso central. Quanto mais próxima do cérebro for a área da mordida ou da infecção, mais rápido o vírus se espalha pelo SNC. A contaminação começa quando o vírus entra na corrente sanguínea.
Quais são os sintomas da raiva?
Os primeiros sinais costumam ser inespecíficos, como:
- apatia ou letargia,
- febre,
- vômitos.
Os sintomas mais preocupantes aparecem depois e podem incluir:
- salivação excessiva (baba abundante),
- falta de coordenação motora (ataxia),
- automutilação,
- perda repentina de apetite (anorexia).
Outros sinais possíveis são:
- alterações neurológicas,
- fraqueza ou paralisia,
- dificuldade para respirar e engolir,
- comportamento estranho,
- nervosismo extremo e agressividade,
- priapismo (ereção persistente nos machos).
Se o seu cachorro apresentar esses sintomas, especialmente após uma mordida ou contato com animal silvestre, procure um médico-veterinário imediatamente. Nessa situação, é fundamental ter cuidado, pois um animal infectado pode agir de forma imprevisível e perigosa.
Qualquer suspeita de raiva deve ser notificada às autoridades de saúde (vigilância sanitária ou zoonoses), pois existem protocolos específicos para lidar com essa doença e evitar sua propagação.
Quais são as fases da raiva canina?
Após o período de incubação, a raiva evolui em três fases distintas. Em cada uma delas, o cachorro pode apresentar sinais diferentes que merecem atenção do tutor. Conhecê-las é fundamental para reconhecer possíveis riscos e agir rapidamente.
Fase prodrômica
Costuma durar alguns dias, embora em certos casos possa se estender por semanas ou até meses.
Nessa etapa inicial, as mudanças de comportamento são sutis e pouco específicas. O cão pode parecer mais sensível, assustado, inquieto ou diferente do habitual. Também pode se isolar, ficar mais arisco ou demonstrar ansiedade sem motivo aparente.
Por serem sinais vagos, essa fase muitas vezes passa despercebida pelos tutores.
Fase de encefalite aguda (forma furiosa)
Também conhecida como “forma furiosa” ou “síndrome do cachorro louco”, essa é a fase mais associada à imagem clássica da raiva.
Aqui, tornam-se comuns:
- falta de coordenação motora,
- tremores e convulsões,
- pupilas dilatadas,
- salivação intensa.
Conforme a doença avança, o cachorro tende a ficar extremamente irritado e agressivo, atacando objetos, pessoas, outros animais, e até a si mesmo.
É comum que tente morder tudo o que encontra, engula objetos estranhos ou tente escapar e destruir grades, portões ou caixas de transporte.
Fase paralítica (encefalite rábica)
Essa etapa é marcada por fraqueza progressiva e paralisia.
O cachorro passa a ter dificuldade para engolir por causa da paralisia dos músculos da garganta e da mandíbula (músculos mastigatórios). Como resultado, ocorre:
- salivação excessiva,
- incapacidade de beber água ou comer,
- mandíbula inferior caída, um sinal clássico nessa fase.
Curiosamente, nessa etapa o cachorro pode deixar de ser agressivo. Porém, infelizmente, isso não significa melhora: a doença já está em estágio avançado.
A paralisia continua progredindo até levar o animal ao coma e, posteriormente, ao óbito.
Mitos e verdades sobre a raiva
Existem muitos mitos e crenças em torno da raiva canina, mas nem tudo o que se fala é verdadeiro. A seguir, esclarecemos o que é fato, o que é mito e o que você deve fazer para se proteger e proteger seu cachorro.
VERDADE: as pessoas podem pegar raiva
A raiva pode, sim, ser transmitida aos seres humanos por um animal infectado.
Geralmente, os primeiros sinais em pessoas incluem febre, mal-estar e, em alguns casos, dor, ardor ou formigamento na região da ferida onde ocorreu o contato com o animal suspeito.
Por isso, qualquer suspeita de exposição à raiva deve ser tratada como urgente.
MITO: a raiva em cachorros só é transmitida por mordida
Isso não é verdade.
Embora a mordida seja a forma mais comum de transmissão, o cachorro também pode se infectar pelo contato com saliva contaminada, especialmente se ela entrar em contato com:
- feridas abertas,
- cortes na pele,
- mucosas (olhos, boca ou nariz).
Para que a infecção aconteça, o vírus precisa alcançar as terminações nervosas e penetrar nelas por isso, mesmo pequenos ferimentos podem ser perigosos.
Essa é exatamente a razão pela qual a vacinação antirrábica é tão importante.
VERDADE: lavar a ferida ajuda
Sim. Lavar imediatamente e de forma cuidadosa a ferida com água corrente e sabão após o contato com um animal suspeito é uma medida essencial e pode salvar vidas.
Porém, isso não substitui o atendimento médico. Depois da lavagem, é indispensável procurar um serviço de saúde o quanto antes para avaliação e, se necessário, aplicação da vacina antirrábica.
MITO: a raiva em cachorros não é mortal
Isso é falso.
Tanto em cães quanto em humanos, a raiva é quase sempre fatal quando os sintomas já se manifestaram e o indivíduo não foi vacinado ou não recebeu tratamento adequado a tempo.
Por isso, prevenção e vacinação são fundamentais.
VERDADE: existe vacina contra a raiva para humanos
Sim. Se uma pessoa for mordida ou exposta a um animal suspeito de raiva, deve:
- lavar a ferida com água e sabão imediatamente;
- procurar atendimento médico urgente.
Se necessário, o profissional de saúde poderá indicar a vacina antirrábica humana e outros cuidados preventivos.
Além disso, essa vacina também é recomendada para pessoas que:
- trabalham com animais (veterinários, tratadores, protetores);
- vivem ou viajam para regiões onde a raiva ainda é comum;
- atuam em áreas rurais ou de mata com maior risco de contato com animais silvestres.
Como os cachorros são os principais transmissores da raiva, é essencial que estejam sempre com a vacina antirrábica em dia. Por isso, leve seu pet ao veterinário regularmente e confira se a carteirinha de vacinação está completa e atualizada.
Também é fundamental cuidar da alimentação do seu cachorro para manter o organismo forte e saudável. Nesse sentido, vale considerar fórmulas completas e balanceadas como as de DOG CHOW®, que ajudam a nutrir seu pet em todas as fases da vida e ele certamente vai adorar.
A prevenção por meio da vacinação é eficaz, simples, rápida e, acima de tudo, um ato de responsabilidade. Ao manter a saúde do seu cachorro em dia, você não só o protege, como também cuida de outros animais e das pessoas ao seu redor. Você é o maior guardião do seu pet, e ninguém quer vê-lo exposto a uma doença tão grave como a raiva.
Perguntas frequentes
Como a raiva em cães é transmitida para humanos?
A transmissão para humanos ocorre principalmente por meio de mordidas, arranhões de animais infectados, ou quando a saliva contaminada entra em contato com mucosas humanas, como olhos, nariz ou boca.
Por isso, após qualquer contato suspeito, é fundamental realizar uma limpeza adequada da área com água e sabão e buscar orientação médica para evitar complicações.
A raiva existe apenas em cachorros e humanos?
Não.
Embora o cachorro seja o principal transmissor da raiva no mundo, especialmente em regiões da Ásia e África, pelo menos 30 espécies de animais podem ser reservatórias do vírus.
Entre eles estão:
- carnívoros terrestres (como gatos e outros mamíferos),
- morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue),
- morcegos insetívoros.
A raiva afeta todas as raças de cachorros da mesma forma?
Sim, qualquer cachorro pode contrair raiva, independentemente de raça, idade ou tamanho.
No entanto, cães de grande porte podem apresentar sintomas mais severos ou evoluir mais rapidamente, pois o vírus atinge o sistema nervoso central de maneira progressiva.
Isso reforça ainda mais a importância da vacinação antirrábica como principal forma de proteção.
Em PURINA®, acreditamos que a vida é melhor quando pessoas e pets caminham juntos. Continue explorando nosso blog para aprender mais sobre saúde, bem-estar e nutrição do seu melhor amigo de quatro patas.
FONTES: